As questões relacionadas às representações acerca do patrimônio cultural permitiram respostas as mais variadas e que, como explicado anteriormente, podem ser fruto de inúmeras interpretações e discussões. As interpretações aqui apresentadas estão amparadas na análise estatística dos dados que, pela diversidade de respostas, em muitas situações, necessitou de compactação dos dados. Assim, foi necessário interpretar grande parte das respostas e inseri-las em termos mais amplos que pudessem ser discutidos pelos pesquisadores e trazidos para este relatório, como demonstrado no item Metodologia. Desta forma, fica claro que as discussões a seguir, foram escolhidas para dar base às respostas dos objetivos específicos do projeto, mas muitas outras poderão ser feitas pelos próprios pesquisadores e demais interessados, posteriormente.

Inicialmente, é preciso salientar a constatação de que grande parte da população de Joinville desconhece o que seja patrimônio cultural. Foram 3689 respostas “não sei” em toda pesquisa e 60,18% delas foi de mulheres.

Figura – Incidência de respostas “não sei” relativas ao gênero do entrevistado

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

Também foi possível verificar uma tendência relativa à relação do desconhecimento com a renda do entrevistado sendo que o desconhecimento sobre o patrimônio cultural diminui à medida que a renda familiar aumenta, como é possível observar na Figura a seguir. Quanto maior a renda, menor o desconhecimento sobre o que seja patrimônio cultural.

Figura – Tendência da relação renda familiar com o desconhecimento acerca do patrimônio cultural.

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

Dado semelhante foi encontrado quando se analisa as respostas “não sei” perante o nível de escolaridade dos respondentes. Há uma clara tendência de diminuição do grau de desconhecimento sobre os diferentes assuntos tratados na pesquisa quanto maior a escolaridade, como é possível ver na Figura.

Figura – Tendência de relação entre escolaridade e desconhecimento sobre patrimônio cultural

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

Com relação à pergunta que procurava saber qual a relação dos entrevistados com a cidade – O que o identifica a Joinville? – houve 1019 respostas diferenciadas, mas que possibilitam concluir que, de maneira geral, o joinvilense se identifica mais com os aspectos imateriais da cidade. A primeira coisa que lhes vêm à mente são as pessoas (N=153, 17,01%), seguido pelas características da cidade (N=117,13,0%), indústrias (9,42%), trabalho (5,59%), paisagem (6,0%), dança (4,0%), história (3,0%) e festas (3,0%). Na sequência, com efetivos inferiores a 10, foram citados, por exemplo, os museus (N = 9), a religião (N = 8), os jardins (N=7), o artesanato (N=5) entre outras.

Figura –  O que identifica Joinville para os entrevistados.

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018

Ao serem questionados sobre o que seria patrimônio cultural, dentre aqueles que responderam algo diferente de “não sei” (N=238, 30%), nota-se que o joinvilense constrói seu conceito de patrimônio cultural baseado em valores históricos (N=158, 20%), conforme se pode notar na figura a seguir.

Figura – O que é Patrimônio Cultural, segundo os entrevistados

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

A relação da noção de patrimônio cultural com a História se amplifica se notarmos que outros conceitos, citados por grande parte dos entrevistados, estão ligados à noção de História como “Museus”, que apareceu em 10% das respostas (N=80) e “coisas antigas”, com 7% (N=56) das respostas.

A vinculação desses termos com a História é evidenciada em outra questão do formulário que perguntava se existia, na cidade, um lugar onde a história da cidade está guardada e as respostas mais numerosas estiveram ligadas aos museus.

Algumas pessoas citaram mais de um lugar onde a História da cidade está guardada e o Museu Nacional de Imigração e Colonização – MNIC foi o mais citado, com 47 indicações, seguido pelo termo genérico « museus », que apareceu 37 vezes, enquanto outros museus joinvilenses foram mencionados com menor frequência, como o Museu de Sambaqui (N=9), a Estação da Memória (N=4), o Museu da Bicicleta (N=1) e o Museu de Arte (N=1). Já o Arquivo Histórico de Joinville foi lembrado 17 vezes, as bibliotecas 7 vezes e a Casa da Cultura (N=1). Por outro lado, a Arquitetura da cidade foi lembrada apenas 6 vezes, o que poderia denotar uma baixa percepção da ligação dos imóveis como fontes que podem contar a história da cidade; isto não indica, no entanto, uma falta de representação dos imóveis enquanto patrimônio da cidade, como se verá adiante.

Quando a pergunta foi direcionada a o que é patrimônio cultural de uma cidade, novamente é possível perceber a forte relação que a população faz com os valores históricos. Como é possível notar na Figura, depois das respostas « não sei » (31%), a resposta com mais alto índice de repetições foi a de que a História é o patrimônio cultural mais lembrado, com 17% das respostas (N=139). Seguida pela arquitetura com 11% (N=87) das lembranças. Se utilizarmos a mesma lógica, apontada anteriormente, da ligação da História com os museus e com coisas antigas, teremos que a relação do patrimônio cultural de uma cidade para com a história aumenta ainda mais, podendo somar 42% das respostas, o que ultrapassa o percentual relativo àqueles que não souberam responder.

Figura – O que é patrimônio cultural de uma cidade para os entrevistados.

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

Ao serem questionados sobre a origem de seu conhecimento sobre o patrimônio cultural, vê-se que mais da metade dos entrevistados não sabe indicar com precisão de onde vieram as informações sobre seu conhecimento. A resposta mais comum é “ouvi dizer” sendo que na questão específica sobre o que seja patrimônio cultural, por exemplo, este tipo de resposta somou 55% do total (N=386). Infere-se que as informações estão relacionadas à vivência das pessoas, que é composta por uma série de fatores que lhes fazem concluir os dados apresentados. Com relação à escola, percebe-se que os três níveis de ensino somados (N=119) estão contribuindo mais do que os meios de comunicação – televisão, jornal e rádio – somados (N=48) para formar o conhecimento da população sobre o patrimônio cultural de maneira geral (Figura). Chama-se também à atenção, a influência diminuta que as redes sociais e a internet estão tendo com relação a esse tipo de informação, com apenas 7 respostas.

Figura – De onde vieram as informações sobre o que é patrimônio cultural, segundo os entrevistados.

Rótulos de Linha Contagem de deondeveioessainformacaooqueeopatrimonio015
Ouvi dizer 386
Conheço/Estudo/Trabalho com isso 56
Família 44
Ensino Fundamental 47
Ensino Superior 40
Televisão 33
Ensino Médio 32
Outro 30
Jornal 10
S.I 9
Rádio 5
Redes Sociais 4
Internet 3
Centros Religiosos 1
leitura 1
(vazio)
Total Geral 700

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

Quando a mesma pergunta – De onde veio esta informação? – esteve ligada a quais práticas culturais que mais identificam Joinville, vê-se uma mudança com relação a o que está mais influenciando o conhecimento das pessoas. Nesta situação, para além da maioria que citou “ouvi dizer” (N=435), o maior difusor de informações é a televisão com 138 respostas indicando este meio de comunicação como uma das maiores fontes de conhecimento, como é possível notar pela Figura.

Figura – De onde vieram as informações acerca das práticas culturais que mais identificam a cidade.

Rótulos de Linha Contagem de  onde veio essa informação sobre  quais práticas culturais mais identifica Joinville
Ouvi dizer 435
Televisão 138
Conheço/Estudo/Trabalho com isso 46
Família 42
Outro 35
Jornal 18
No Ensino Fundamental 15
S.I 9
No Ensino Médio 9
No Ensino Superior 9
vivência 8
Internet 7
Redes Sociais 6
Rádio 3
Centros Religiosos 1
(vazio)
Total Geral 781

Fonte: Projeto RSPCJ

As repostas, provavelmente, estão relacionadas ao fato de que  a prática cultural mais citada como a que mais identifica Joinville, foi a Dança (Figura), com 37% das respostas (N=334), já que o Festival de Dança de Joinville é o evento cultural mais divulgado na mídia local e também nacional.

Nota-se também, na Figura 27, que as pessoas que não sabiam responder essa questão foram em número menor do que as demais (N=123), com apenas 14% de desconhecimento enquanto, como visto anteriormente, outras questões tiveram mais de 50% de desconhecimento. Salienta-se, ainda, que para além do termo “dança”, apareceram outras 23 respostas (3%) que citaram o Festival de Dança como prática cultural da cidade, dado que pode ser somado àquele que apresenta apenas “dança”.

Figura  – Práticas culturais que mais identificam Joinville

Fonte: Projeto RSPCJ

Observou-se que quando a pergunta não tratava somente de “práticas culturais”, mas de elementos identificatórios da cidade de Joinville, as indústrias foram mais representativas que a dança, somando 21% (N=189) e 17% (151) respectivamente, como é possível notar na Figura. Caso as respostas que indicaram “trabalho” e “emprego” como identificadores da cidade sejam somadas àquelas relativas à indústria, teremos mais 2% de respostas.

Figura – O que mais identifica Joinville segundo os entrevistados.

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

As respostas indiciam relação aos títulos atribuídos à cidade e utilizados largamente na mídia e nas campanhas publicitárias que mostram Joinville como a Manchester Catarinense e como a Capital Nacional da Dança, fatos que ajudam a entender como essas representações está sendo construídas.

Outra questão indagava o entrevistado sobre quais as práticas culturais da cidade que deveriam ser valorizadas e era possível citar até três opções, fato que trouxe inúmeras opções diferentes, dificultando a compilação de dados. Assim, conforme citado no item Metodologia deste relatório, fizemos uma análise do banco de dados como um todo e procuramos compreender qual era a intenção do entrevistado ao responder determinada prática e compilá-la em blocos maiores.

Nessa questão, 168 entrevistados não responderam, enquanto 33 afirmou que não sabia, porém, dentre os respondentes percebe-se um interesse em manter atividades de lazer ao ar livre, que permitam o contato com a natureza (N=20), seguido pelas festas (N=17) e pelas artes (N=17).

Figura  – Práticas culturais que devem ser valorizadas na cidade

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

Os termos “lazer ao ar livre, natureza” foram inferidos a partir de diferentes expressões trazidas pelos entrevistados e que tinham o sentido de uma necessidade de espaços onde pudessem passear, conversar, conhecer pessoas e se divertir ao ar livre. Assim, quando as pessoas citavam “passeios”, “praças”, “parques” ou “natureza” como práticas culturais a serem preservadas, entendeu-se que os entrevistados esperavam poder usufruir de espaços de lazer ligados à natureza.

A análise dos dados levantados junto à população de Joinville nos permite afirmar que 52 (5%) dos entrevistados preza a qualidade de vida propiciada pela cidade e essa qualidade passa pelas pessoas e a natureza existentes. Esses indivíduos citam primeiramente a paisagem (N=24), a natureza (N=21) os parques (N=11) e jardins (N=7) como elementos importantes para a qualidade de vida na cidade. Essas características naturais de Joinville foram evidenciadas pelos entrevistados no conjunto das questões, denotando uma preocupação geral com a manutenção da natureza.

Quando a pergunta foi dirigida a saber se, na opinião do entrevistado, havia na cidade algum bem que deveria ser preservado, pode-se notar que os imóveis aparecem com mais força. A arquitetura apareceu nesta questão em 17% das respostas (N=149), mesmo índice obtido pelas respostas “não sei” e atrás apenas da opção “outro” (24%, N= 211) que trouxe variadas respostas. Desta forma, pode-se dizer que, depois da arquitetura, a população entrevistada optou pela preservação da paisagem (N=87, 10%) da cidade e, em menores quantidades os demais itens geralmente citados em outras perguntas, como os museus, coisas antigas e História, somados às escolas, sambaquis e vários outros bens da cidade, conforme é possível conferir no gráfico da Figura a seguir.

Figura – Bens de Joinville que deveriam ser preservados sob o olhar dos entrevistados

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

Interessante notar que quando perguntados sobre qual a razão de se preservar os bens citados na questão anterior, os entrevistados atribuíram maior importância aos valores históricos (Figura) conferindo a eles um percentual de 37% (N=286) das respostas, seguidos dos valores estéticos com 19%, (N=143) e utilitaristas (econômicos) com 12% das respostas (N=90). Essa prevalência dos valores históricos reforça os dados anteriormente colocados sobre a forma como os joinvilenses estão construindo suas representações acerca do patrimônio cultural da cidade.

Figura – Por que preservar, segundo os entrevistados

Fonte: projeto RSPCJ, 2018.

Quando a pergunta esteve relacionada a o que deveria ser preservado no bairro onde o entrevistado morava, houve maior dificuldade nas respostas. Com relação aos bairros Comasa e Vila Cubatão, que colocaram em primeiro lugar a preservação dos seus sambaquis, do Centro onde a arquitetura veio em primeiro lugar e os Espinheiros onde a baía Babitonga foi o maior desejo de preservação, nos outros bairros as respostas mais numerosas foram aquelas que demonstraram desconhecimento sobre a existência de algo que merecesse ser preservado em seus respectivos bairros. Apesar dessa negativa aparecer em primeiro lugar, pode-se evidenciar alguns bens que foram lembrados pelos moradores, conforme tabela a seguir. Salienta-se, ainda, a prevalência, em grande parte dos bairros, de um desejo de preservação de praças e parques, como salientado anteriormente, reforçando o desejo de lugares de lazer e contato com a natureza.

Figura – Relação de bens que devem ser preservados, pelo olhar dos entrevistados, nos diferentes bairros da cidade.

Bairro/ Bem a ser preservado Não tem,  não sabe 1 2 3 4 5
Adhemar Garcia 28,57% Parque Caieiras 28,57% Praça São Francisco de Assis

27%

Parques e praças 13% Ruas 6%
América 52,63% Escola Germano Timm 10% Trânsito, ruas

10%

Casa rua Araranguá

 

Fábricas Nilson e Schneider

5%

Clube América

5%

Anita Garibaldi 30% Rodoviária

30%

Cemitério

9%

Rua do papai Noel

9%

Arquitetura típica alemã

9%

Igrejas históricas

9%

Atiradores 60% Batalhão

10%

Hotel Tanenhof

10%

Placas e canteiros

10%

Empresa Tigre

10%

Aventureiro 49,35% Praças 20,7% Natureza

6%

Escolas

5%

Mangue

4%

Sambaqui

3%

Boa Vista 37,5% Praças

24%

Morro do Mirante

12%

Escolas

8%

Tupy

8%

Rio Cachoeira

4%

Boehmerwald 30,7% Escola enxaimel Orestes Guimarães 26,9% Paisagem, natureza

15%

Praças 11% Posto de saúde

7%

Água da bica

4%

Bom Retiro 38,4% Morro do Finder 26,92% Natureza

22%

Universidades

7%

Praças

4%

Zona industrial

4%

Bucarein 14,28% Casa do mendigo na ponte da Wirphol 14,28% Casas antigas 14,28% Ciclovia 14,28% Festa da comunidade católica 14,28% Parques 14,28%
Centro —– Antiga Prefeitura 33,3% Casas antigas 33,3% Natureza 33,3%
Comasa 14,28% Sambaqui

64,28%

Natureza 9% Praças e parques

7%

Associação de moradores 5% Escola

2%

Costa e Silva 34% Praças 30% Recreativa da Embraco

7%

Casas Alemãs Antigas

5%

 

 Escolas 6% Prédios públicos

4%

Espinheiros 15,78% Baía Babitonga 36,84% Mangue 36,84% Sambaqui

9%

Natureza 4% Associação de moradores

4%

Fátima 50% Parques

28%

Sambaqui

5%

Associação de moradores

5%

Mangue

5%

Rios

5%

Floresta 57% Praça Tiradentes

27%

Sociedade Floresta

5%

Casas coloniais

2%

Floresta na rua São Paulo

3%

Rios

3%

Glória 55,5% Lar de meninos João de Paula

16%

Expoville

10%

Pórtico

11%

Ciclovias

5%

Matas

5%

Guanabara 32% Sambaqui

27%

Parque da cidade

26%

Posto de saúde

5%

Relógio do terminal do Guanabara

5%

 Trânsito

5%

Iririú 43% Parques praças

17%

Morro do Boa Vista

12%

Igreja Papa João XXIII

10%

Casa Iririú

5%

Mangue

5%

Itaum 60% Escolas

12%

Natureza

8%

Catedral do Itaum

4%

Sambaquis

4%

Área de lazer e história

4%

Itinga 56% Natureza

13%

Parques/Praças

13%

Olaria

12%

Escoteiros

6%

Jardim Iririú 52% Praças/Parques

20%

Mangue

15%

Natureza

5%

Associação de moradores

2%

Casqueiro

2%

Jardim Paraíso 70% Escolas

11%

CTG

7%

Natureza

4%

Posto de Saúde e asfalto

4%

Banco e lotérica

4%

Jardim Sofia 50% Locais onde ocorre a festa das flores

13%

Terrenos da prefeitura

13%

Loteamento

12%

Igrejas e colégios

12%

Jarivatuba 58% Escolas

17%

Natureza

17%

População

8%

João Costa 75% Escolas

9%

Praça

4%

Mata da Arca da Aliança

4%

Terminal de ônibus

4%

Salão do Nino

4%

Morro do Meio 67% Escolas

14%

Praças/Parques 10% Natureza

9%

Nova Brasília 48% Praça Jativoca

17%

Igreja Nossa Senhora Aparecida

13%

Escolas

13%

Casas Enxaimel

9%

Paranaguamirim 56% Praças e Parques

22%

Escolas

8%

Natureza

5%

Posto de Saúde

3%

Posto Policial

3%

Parque Guarani 33% Praças/Parques

29%

Associação de moradores

14%

Feira de Artesanato

9%

Natureza

5%

Posto de Saúde

5%

Petrópolis 55% Praças/Parques

20%

Natureza

15%

Melhorar Violência

5%

Associação de Moradores

5%

Pirabeiraba 48% Casa Krueger

19%

Natureza

7%

Praças/Parques

7%

Casas Alemãs

7%

Centro Esportivo
Profipo 50% Natureza

25%

Ruas 25%
Saguaçú 33% Morro do Boa Vista

10%

Zoobotânico

10%

Casa da cultura

7%

Associação da terceira idade

7%

Praças/Parques

7%

Santo Antônio 79% Praças/Parques 14% Escolas

7%

São Marcos 50% Natureza

25%

Rodoviária

25%

Ulisses Guimarães 90% Escolas

10%

Vila Nova 28% Natureza 19% Turismo Rural 13% Escolas 9% Cascata do Piraí 9% Casas Enxaimel

6%

Fonte: Projeto RSPCJ, 2018.

Apesar de diferentes motivos terem sido apontados para que os bens descritos na Figura 32 terem sido citados, os valores atribuídos em maior número pelos entrevistados foram, novamente, os valores históricos, com 20% das preferências (N=107), seguidos pelos valores estéticos (por que é bonito), com 14% das respostas (N=75). Além disso, deve-se evidenciar que as pessoas citaram lugares que lhes são muito próximos, pois 78% (N=410) dos respondentes disseram que já foram nos lugares citados muitas vezes e uma quantidade ainda maior disse que voltaria (89%, N=454), o que indica um grande apreço por esses lugares. Embora algumas pessoas tenham direcionado suas respostas à preservação da infraestrutura pública, como ruas, calçadas e até placas, fica evidente o apreço pela cidade e a vontade de melhorar as condições de vida.